sábado, 7 de fevereiro de 2009

Debora Balzan


Gwoene


Conceição Daccache







































São Paulo-Porto Alegre.

Janeiro de 2009.

Bar na estrada.

Regina Veiga







O final do curso chegou.
Uma alegria gigante.
Uma tensão gigante.
Um "perder o rumo" gigante.

Meu orientador.

Sergio Lulkin. Palavras de incentivo sempre.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Marcia Tiburi e eu

Gentileza

Seg, 22/12/08
por Marcia Tiburi


A artista Adriana Dacache bolou uma obra estética cheia de significado ético.
http://apartilhadosensivel.blogspot.com/

Vou usar como lembrança neste final de ano.
Feliz natal e feliz 2009 pra todo mundo.
E que da gentileza nasça o respeito, a amizade, o amor…
http://colunas.gnt.com.br/pinkpunk



Fiz uma postagem no blog da Marcia Tiburi para excluir qualquer tipo de equívoco. Segue.


Marcia querida e demais nevegadores de partilhas..

Este trabalho “Gentileza Gera Gentileza” é inspirado nas idéias do Profeta Gentileza. Não escondi nenhum tipo de referência à obra deste profeta, tanto que, quando fiz os adesivos, optei por utilizar a mesma tipografia que ele utilizou. Quando executo minhas ações, sempre cito sua obra. Sempre deixei explícitas minhas referências visuais e conceituais. Acredito que com isso, esteja reforçando a obra incansável do Profeta Gentileza utilizando outra mídia para divulgar aquilo que ele mais acreditava. Eu a usei para um trabalho de especialização que também fala sobre a palavra. Em nenhum momento omiti isso e os adesivos que faço não são comercializados. Para tanto, peço que visitem o blog.
Grata.
Beijo e desejo de um ano repleto de gentileza, de amorrr, de alegrias e saúde.

Adriana Daccache

sábado, 6 de dezembro de 2008

Por Paola Zordan - Texto elaborado para mesa Poéticas da arte na educação contemporânea - I Colóquio Pedagogia da Arte, FACED/UFRGS




Ovo. Ponto zero. Corpo sem órgãos. O dito e tanto redito. Cortado e superficial. Um corpo cuja existência não é outra senão a produção de arte. Uma bricolage. Selecionada por uma objetiva e registrada de acordo com a exposição da luz. Ampliada por lentes. Reproduzida em pixels. Vista como imagem.
Feliz é quem não precisa de uma imagem para se saber artista. Fazer arte é algo muito diferente daquilo que se preconcebe. É uma questão de VIDA, não de exibição. Implica um produzir que pouco se coloca em produtos e exposições, mas sim faz espaços. Espaços para viver. Lugares de estar junto.
Uma mesa é um lugar de estar junto. Uma mesa é um palco? As pessoas que estão nela são atrizes, performers, bailarinas, musicistas? Doutoras. Professoras? Mediadoras? Interlocutoras? Apresentadoras? Painelistas, é essa a imagem que se faz. Figuras aqui desta casa, da casinha aqui perto, da casa avizinhada, de outro lugar do país. Estamos todas aqui. Todos que aqui estão morrerão um dia. Evitar a morte é o motivo da poética. Se colocar numa obra, conservando imagens, é o modo que os humanos encontram para se manterem eternamente vivos. Viver eternamente é a maneira que nós achamos para nunca deixar morrer nossas paixões.
Não erguemos megalitos, não inventamos pirâmides, não construímos catedrais. Uma vez professores, nossa obra é aquilo que repercute em nossos alunos, de geração em geração. São eles, individualmente ou em grupo, a razão de tanto trabalho sem aparente produto. Suas vidas, sucessos, alegrias, realizações compõem a obra coletiva de um currículo feito por muitas e controversas cabeças. Uma hidra. Um monstro. Aglomeração sem outra finalidade além de compor. Algo que se mostra sem fins didáticos, mas com a mais desejosa das intenções.
E que intencionamos com a poética, é colocar o amor em criação.
Pois é sempre de um corpo amado, às vezes paradoxalmente odiado e perturbador, que a imagem trata. Para estudar o corpo em questão, o desejo precisa virar conceito. Criação para povoar o pensamento, o que é concebido traça o plano em que toda imagem devém. Sem plano nada se conquista. O que precisamos conquistar é aquilo que amamos. Temos amor por algumas imagens não porque elas representam os corpos amados. Amamos as imagens que erguem esse corpo e fazem dele matéria instalada no coração. O coração é só mais uma imagem. Cheia de alvos, indicações, indícios, desperdícios, malefícios e besteiras. O que cabe nessa imagem que nos é tão cara, depende de quem a evoca. E o que, junto ao coração, esse ultra clichê da cristandade hoje travestido em romantismo leigo para consumo, pode ser invocado, é justamente o que vai dar cara para nossas imprescindíveis paixões.
Uma imagem não afirma nada. Uma imagem pode estar cheia de significados. Se ela inscreve coisas além do que o olho vê, a culpa é dos clichês. Romper com os clichês é se aventurar em criações. Sem garantia alguma de que algo diferente aconteça. Porque o quadro negro, as vagas, os espaços vazios, a folha em branco, tudo isso está cheio de clichês: observação de Deleuze em suas incursões filosóficas sobre pintura.
Criamos com alusões. Ilusão é acreditar nas imagens, essas criações do pensamento que extrapolam a visualidade. O que identificam, o que representam, o que querem dizer: o que isso importa para quem com as imagens se ocupa? Imagens comportam mundos. Com imagens montamos paisagens. Aglutinamos preferências e juntamos o que nos interessa. Fixas e efêmeras, as imagens são figuras que povoam o pensamento. Fugidias e perenes, sempre tiradas daquilo que na vida aparece.
5 minutos de leitura oral
Nenhuma paisagem permanece eterna. A visão se esvai. Como o corpo, que por mais que permaneça, de algum modo se acaba. Trazer imagens não garante a conservação do que elas implicam. Fazer desaparecer, de algum modo, é excessivamente mostrar. Vista em excesso, qualquer imagem deixa de ter força. Por mais re-apresentada que seja. Ainda que insistentemente se propaguem, imagens não são feitas, necessariamente, para atrapalhar. Mas podem causar transtornos. Pois se colam em discursos, tabus e complicados afetos. Aspectos indissociáveis em um mesmo plano de expressão. Obviamente ideológicas, educam. Se não percebemos os clichês colados numa imagem o olho não tem nada a ver com isso.
6 minutos e 10 segundos
O olho é apenas o ponto de passagem. O que o cérebro faz com aquilo que o olho captura é o que dá para as imagens o estatuto que os estudiosos contemporâneos tanto trazem em suas falas. Classificar e interpretar imagens: ocupação acadêmica estabelecida. Trabalho que sobrepõe nas imagens codificações que, necessariamente, algumas imagens não têm. O problema não é esse procedimento, mas sim deixar de trabalhar com tudo o que a imagem não identifica. O que na imagem, não pode ser codificado. Com tudo o que, numa imagem, move o pensamento.
7 minutos
Desejamos imagens não pelo que elas representam e sim pelo movimento que elas produzem nos corpos. Todo amor não passa de um decalque muito bem sucedido entre uma imagem criada subjetivamente e um corpo, preferencialmente experimentado no físico. Apaixonamos-nos quando as criações nos tiram do lugar. Se depois canonizam certas figuras e determinadas paisagens, foi porque a paixão que ergue um corpo-figura-paisagem em imagem mobilizou imensidões. Sem dúvida queremos imagens nas quais possamos nos colar. Mas, acima de tudo, as imagens queridas são aquelas cujos recortes voam além dos enquadramentos. Molduras, quadros, monitores e todo tipo de dispositivos quadrangulares nos quais a cultura as circunscreve.
8 minutos e 7 segundos
Mais do que imagens, queremos paixões. Se o pathos só pode se erguer como obra se valendo de imagens, isso não demanda tanta conversa sobre elas. Melhor seria simplesmente fruir da natureza das figuras, das cores, das abstrações, das massas e das junções. Mas, para sustentar o sentido dos corpos apresentados somente pela via da linguagem, como estamos acostumados a nos valer, fica-se sob o jugo de gramáticas muito mais estreitas do que a plasticidade da poesia em si. Por isso, toda essa falação. Tanta coisa escrita, necessidade de leituras e explicações. A neurose interpretativa não suporta o silenciar inconsciente que toda e qualquer imagem tem.
9 minutos e 5 segundos
Amanhecemos. Sem peles, só imagem. Gozamos largando as palavras. Buscando flashs da eternidade, mas efetivamente vivendo os matizes lentos do crepúsculo. Num novo corpo. Esse que intensamente um encontro cria. Nunca o mesmo encontro. Porque os corpos se reinventam. E, mais do que de imagens, precisam uns dos outros. Entretanto, imagens são corpos. Que dificilmente são zerados, pois são númens e nomes. Cheios de fluxos inclassificáveis e impossíveis de serem numerados, somente quantum que em nenhuma tabulação pode expressar. As imagens são o quanto de prazer um corpo é capaz de suportar.
10 minutos e 18 segundos, ultrapassei meu tempo
Imagens proliferam. Quem cria faz delas o que quiser. Quem cria reinventa a imagem e a torna diferença. Se isso incomoda é porque até a mais banal das imagens estranha a si mesma e a toda a discursividade que contém. Continente, a imagem não pode ser apartada do desenho. Substancial, a imagem pinta.
10 minutos e 45 segundos, ai ai, ai
Zerar a imagem não é calar. Apenas esquecer tudo o que ela supostamente trata. Olhar por olhar, não para entender o tratamento que o texto envolve, mas sim para se apaixonar. Arriscar o corpo em tudo o que a superfície oferece. No plasma e no cristal líquido gosmas são anunciadas. Fantasias, enfrentamentos e encantos. Se não nos apaixonarmos, nenhuma imagem, sempre corpo, tem graça.
11 minutos e 10 segundos
Alguma coisa aconteceu. Anoitece. Tudo continua igual. O que nos faz provar, tão pequeno lapso de diferença? A vida é sempre a mesma. O dia vem, cai na noite, a cada volta da terra em torno do sol, uma nuance. O que muda está na arte. E a arte apaixona, não educa.
11 minutos e 37 segundos, impossível encaixar pensamento e poética perfeitamente no tempo, cada vez menor em todas as circunstâncias.

I Colóquio Nacional em Pedagogia da Arte

Foi de 3 a 5 de dezembro nosso tão esperado colóquio. Todos, acredito, passamos pelas angústias, criamos nossos monstros internos, nossos medos. Angústias causadas pelos prazos. Monstros noturnos e das horas vagas, que não eram vagas. Medo de não conseguirmos.
Tudo correu bem. Fomos bem felizes, no final das contas. Cada um a seu tem
po. Cada um com um problema a ser resolvido.
O Colóquio foi encerrado com Marcia Tiburi, Nadja Hermann e com mediação de Marcelo de Andrade Pereira, meu orientador, num bate papo sobre Ética, estética, educação e arte. Foi muito bacana.

Agradecimentos aos professores que passaram ou ficaram:

Analice Dutra Pillar
Celina Nunes de Alcântara
Ciça Reckziegel
Elisabete Garbin
Flavia Pilla do Vale
Gilberto Icle
Luciana Loponte
Marcelo de Andrade Pereira
Paola Zordan
Rosa Maria Fischer
Ruth Sabat
Sergio Andrés Lulkin
Vera Lúcia Bertoni

Dani Boff




Agradecimentos especiais

Agradecimentos especialíssimos

Ao meu orientador Marcelo de Andrade Pereira pelo apoio permanente.

Ao Rodrigo Núñez pelas fotos, pelas corridas, pelo segurar na mão, pelo Amor, pelas bagunças, pelas generosas partilhas, pelo colo, por tudo na vida.

Ao meu pai, a minha mãe e minha irmã pelo ensino do "compartilhar a partilha", pelo Amor incondicional, pelas histórias todas.

A Regina Veiga, Jener Gomes, Gwoene e Debora Fleck pelas fotos documentais.

A Claudia Paim e Claudia Zanatta pelo vídeo.

A todos que contribuíram como puderam ou como souberam.

Referências de cabeceira

BRETON, Philippe. Elogio da palavra.Loyola, São Paulo: 2006.

CÂNDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. (p.13 – 49) Rio de Janeiro: Ouro sobre
Azul, 2006

GUELMAN, Leonardo. Brasil tempo de gentileza. Niterói: EdUFF, 2000

LARROSA, Jorge. Linguagem e Educação depois de Babel. Belo Horizonte:
Autêntica, 2004.

RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível. São Paulo: Editora 34, 2005.


www.anateixeira.com


MOURÃO, Mara. Doutores da Alegria – o filme. Brasil, 2005, cor.

Antônio Augusto Bueno

Em tempos de seca de gentileza espero que teu trabalho
continue jorrando cada vez mais gentileza.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Cristiano Scotta

Oi Adriana,

Desculpe a demora, estou passando pelo encerramento dos preparativos da maior mudança que já realizei. Término de curso, reforma na casa em Porto Alegre, mudança para São Paulo, organizar as coisas em São Paulo (entre reforma do espaço que irei ocupar e papeladas da empresa em que irei atuar).

Entre tantos preparativos, nada me trouxe tanta força e tanta alegria, quanto participar da ação Gentileza naquele breve intervalo do meio dia.Transbordei euforia durante o dia todo, e até hoje ao lembrar, sorrio sozinho. Foi muito bom. Bom para todos que estavam ali, para quem doou gentileza e para quem as recebeu.

Aprendi tanto contigo desde minhas primeiras revoltas em pintar quadradinhos, que nem uma enciclopédia de agradecimentos em todas as línguas daria conta de expressar o quão importante tu foi e é na forma como encaro meu trabalho e minha vida.Fico muito contente que sejas a professora homenageada da minha formatura, para mim, não haveria pessoa melhor.

Te agradeço muito por tudo, conte comigo pro que precisar (apenas me diga que é meia hora antes do horário que tu pretende que eu chegue).Pretendo poder encontrar a ti e ao Rodrigo de vez em quando, seja quando eu vier a Porto Alegre, seja quando vocês forem a São Paulo, nem que seja só pra dar um oi, tomar um cafezinho, dar um abraço.

Gosto muito de vocês.

Abração,
Scotta

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Thiago Esser

Cara AD,

Segue o meu testemunho sobre a "ação gentileza"... bobo como eu.

Uma vez eu tinha trabalhado naquela sinaleira, a da Av. Paulo Gama, só que não era como dadante, e sim como pedinte. A gente precisava reunir uma grana pra viajar pro Rio, na Bienal do Estudantes de 2007. Conseguimos. O interessante é que as reações, nos dois casos, foram as mesmas. Alguns não queriam nem saber, e outros adoraram e foram muito simpáticos. Alguém poderia até dizer: "se gentileza fosse bom, a gente não dava, vendia." Mas não é verdade, porque tem gente que não quer gentileza NEM DE GRAÇA. Moral da história: gentileza não é uma questão de etiqueta, de nível cultural ou social, mas sim um estado de espírito. Fui! deitei o cabelo!
Bjo,Thiago

Jener Gomes

Oi Adriana, Essa foto é de domingo, num táxi com ponto na Caldas Júnior.E a seguinte é da agenda do Cajú 2, ontem, no bar do IA.Um beijo, Jener


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Rodrigo Chaves

Oi, Adri, escrevi um pequeno paragrafinho sobre a experiência de entregar os adesivos do Gentileza Gera Gentileza. Não é muita coisa, mas é a impressão que eu fiquei.
Bjs
Rodrigo

Para mim, distribuir algo na rua sem absolutamente nenhuma segunda intenção foi uma experiencia nova. Já distribuí panfletos, mas eram de propaganda, com uma intenção completamente diferente de distribuir os adesivos com o “Gentileza Gera Gentileza”. Distribuir os adesivos são como um ato de gentileza realmente deve ser feito, sem esperar nada em troca. O interessante é que, assim como isso foi uma experiência nova para mim, parecia ser uma experiência igualmente nova para muitas das pessoas que recebiam os adesivos. As reações variavam, e essa foi a parte mais interessante de observar. Algumas pessoas nem olhavam o que pegaram, outras ficavam curiosas com aquilo e perguntavam, alguns pediam mais adesivo e outras ainda queriam saber onde comprar as camisetas. Ou seja, as reações das pessoas são iguais à quando se faz alguma gentileza, algumas pessoas nem se dão conta de que estão recebendo, e outras querem mais, mas a maioria demora para entender o que está acontecendo. Realmente as pessoas não estão mais esperando por atos de gentileza.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cláu Paranhos

GENTILEZA GERA GENTILEZA

A luz do semáforo fica vermelha.
Corro para os carros.
Tenho, estampada no peito, uma mensagem: “gentileza gera gentileza”.
E, nas mãos, um punhado de adesivos com a mesma mensagem.
Por dentro, um montão de emoções: medo, ansiedade, alegria...
Nas veias, adrenalina.
Percebo, no primeiro momento, o tempo: pouco tempo!
A luz do sinal fica verde e ainda estou imersa em emoção, no meio dos carros.
Quero continuar!
Mas preciso correr para a calçada novamente.
“Gentileza gera gentileza!” e a maioria das pessoas sorri, meio sem graça.
Umas poucas sorriem felizes e receptivas.
Têm medo.
De violência, de assalto, de que eu queira algum dinheiro.
Algumas não abrem o vidro do carro.
Ou abrem uma frestinha, por onde coloco o adesivo e digo feliz:
“gentileza gera gentileza”!
Sorrio.
Não que eu queira ou planeje.
Meu corpo inteiro sorri!
Fico genuinamente feliz por participar de uma ação para o bem.
Queria que o mundo inteiro fizesse isso, em todos os lugares!
Queria poder dizer “gentileza gera gentileza” para cada pessoa que habita esse mundo!
E que elas ouvissem.
Porque, algumas, balançam a cabeça negativamente, encerradas no seu carro.
Recusando qualquer espécie de emoção.
Com os vidros e o coração fechados.
Aceito. E sigo para o próximo espírito que esteja disposto a existir.
Quando os adesivos acabaram, acabou também a minha voz.
Sentia-me plena.
Tinha dado o melhor de mim.
E recebido o melhor da vida.


Cláu Paranhos,
Porto Alegre, Novembro/2008.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Carmen Maria Pucci

Um dia qualquer, numa esquina qualquer.

Era uma sexta-feira de um dia de primavera, ensolarado, meio dia mais ou menos.
Eu andava pela calçada rumo à UFRGS, conversando com meus botões e cumprimentando todas as pessoas que passavam por mim, algumas me olhavam com interrogação como a dizer “te conheço?”, mas respondiam e saiam com um sorriso nos lábios, como a pensar, “ta louca a coitadinha”, e eu? eu contabilizei mais um sorriso do dia. Quando faço isso, passo o dia feliz pois recebo resposta sempre, semmmmpre, e um sorriso de volta (seja de quem acha que me conhece mas não lembra, seja da criança, dos adolescentes, do gari, do flanela), mas um em especial me deixou emocionada. Quando saudei uma senhora idosa, que estava na frente de sua casa a espera de alguém, ela me respondeu em alto e bom som “QUE MARAVILHA, VOCÊ FEZ MEU DIA PASSAR DE CINZA PARA AMARELO, COM UM GRANDE SOL A ILUMINAR MEUS CABELOS BRANCOS”, foi lindo e eu saí com lágrimas nos olhos.

Mas voltando à sexta feira. De longe senti que havia algo diferente na esquina da Oswaldo com a não sei o nome da que vai para o túnel. Não era panfletagem comum para compra de AP, conserto de mil coisas, contribuição para todas entidades assistenciais e as faz de conta que são, nem gente esmolando ou importunando os motoristas e transeuntes, mas era sim uma turma em que todos vestiam camisetas brancas, alegres, coloridos, formada de alunos, professores e simpatizantes de uma causa que tem tudo a ver com nosso tempo e que algumas vezes não nos damos conta que um simples gesto, uma simples palavra, um simples olhar muda muito e pode mudar tudo para alguém.

GENTILEZA GERA GENTILEZA

Quando vi, fiquei maravilhada, com uma vontade muito grande de participar, de tornar maior uma semente que a Adriana semeou em todos os e-mails que me mandou, da sua delicadeza e gentileza sempre, sempre, em qualquer lugar. Disposta a ajudar e contribuir para que todos sintam-se bem, preocupada em consolar uma colega emocionada, dando o seu abraço terno de mãe de todos, e ela estava lá, na esquina, junto com o Rodrigo e o pessoal do IA, com uma faixa enorme, amarela escrita com letras vermelhas aquelas palavras mágicas “GENTILEZA GERA GENTILEZA”. Estendiam na frente dos carros cada vez que o semáforo (sinaleira para nós) ficava vermelho. Tinha muita gente entregando as pessoas que passavam nas calçadas e aos motoristas, pequenas tiras com as mesmas palavras.

No início fiquei parada somente olhando, observando a reação das pessoas e mais uma vez tive certeza que podemos mudar esse ranço que está impregnando as pessoas, que na correria do dia a dia, enfrentam um trânsito caótico, problemas no trabalho ou falta dele, tempo escasso para a família, etc e ainda uma imprensa pessimista que só noticia tragédia, crime, fraude, violência gratuita e é conivente de um processo de massificação concreta do ser humano, quando é a favor de obras perniciosas à vida da população, que destroem a natureza e encaixotam o homem, em busca do lucro fácil.

E ali, parada, percebi que pequenas ações, geram reações. Num primeiro momento talvez as pessoas até coloquem fora a tímida tirinha da gentileza, mas tenho certeza que quando escutar ou ver a palavra escrita em qualquer lugar, lembrará desse dia em que uma pessoa lhe entregou uma gentileza com um sorriso.

É claro que houve alguém, e sei que foram muito poucos, talvez não complete os dedos de uma mão, que se recusaram a receber, mas um especialmente, eu vou descrever. A Adriana chegou com toda educação, com um sorriso e estendendo a mão para entregar ao motorista a tirinha e lhe disse (como todos estavam dizendo) “uma gentileza para você”, não pude acreditar que uma pessoa jovem como aquele rapaz fizesse tamanha grosseria. Primeiro balançou várias vezes a cabeça e fechou a janela de forma rápida e com cara de poucos amigos. Fiquei pensando: talvez já tenha sido assaltado “o pobre”, mas ali não estavam assaltantes pois o seu carro esta muito atrás de todos que já tinham recebido a tirinha, alguns que quase jogavam o corpo para fora da janela para ganhar a sua também, e ninguém buzinava de um carro que ficava parado mais um pouquinho para receber a sua. Buzinavam alguns mas para felicitar.

Os transeuntes também ganhavam e alguns se ofereciam para ajudar. Quase todos paravam para ver do que se tratava e saiam felizes com seus sorrisos soltos ao sol e vento fazendo com que essa alegria contagiasse a todos que encontravam pelo caminho.

Também não posso deixar de falar de Três garotas do Colégio militar, uniformizadas com suas boinas vermelhas, meia americana e sapatos pretos. Pararam na esquina e ficaram a contemplar a cena, e nos seus rostos estava estampada a mais genuína expressão de curiosidade misturada com um pouco de perplexidade, foi um momento que poderia fotografar e ganhar um prêmio, pois as meninas tinham a mesma expressão, a mesma postura corporal de quem precisa ir, mas que quer ficar mais um pouco para descobrir o que está havendo.

Chamei a atenção de algumas pessoas que estavam por perto e como todo bom artista também visualizaram um belo quadro. Pena que ninguém conseguiu fotografar.

Em algum momento, o Rodrigo me atirou uma camiseta, para participar, e parece que a simples mudança de uma roupa, nos remete para a frente de batalha, em que nos sentimos uma Joana D’Arc e somo capazes de lutar por aquilo em que acreditamos.

Parabéns Adriana, e a todos que levaram gentileza a muitos.

Carmen Maria Pucci

Débora Balzan Fleck

Querida Adri,

participar do teu projeto também trouxe-me uma imensa alegria! Fico muito feliz em compartilhar desse seu momento tão especial e sensível!

Os fatos provaram (papo de advogado falacioso...), mais uma vez, a lógica de que gentileza atrai gentileza (na maioria das vezes, lógico, afinal toda regra tem exceção)! A prova disso é que conseguiste reunir muitas pessoas muito especiais ao teu redor e ao redor dessa idéia maravilhosa!

Ainda que as exceções marquem mais a nossa memória, jamais esquecerei dessa experiência, que foi única para mim. Sem falar que foi uma ótima motivação para a superação de algumas fobias públicas que tenho em relação ao trânsito e a transeuntes indispostos e intolerantes com a vida e com os seres humanos. Marcou-me, obviamente, aquelas reações mais inesperadas do público frente às gentilezas oferecidas.

Como a abordagem foi praticamente a mesma por todos que estavam ali (e ninguém tinha cara ou postura de "bandido perverso", muito menos de "pedinte oportunista"), a reflexão sobre as reações inusitadas dos que transitavam pelo local tornou-se inevitável.
Realmente, tentar encontrar regras para explicar determinados comportamentos humanos é demasiado desafiador.

Acompanhar a reação da mocinha medrosa diante da proposta, com os vidros completamente herméticos do seu carrinho popular, e até a da madame desligada, com as janelas abertas, por onde escapava o maior pagodão, do seu carrão importado, foi algo surpreendente. Acredito que elas mesmas surpreenderam-se com a oferta da gentileza (e ainda por cima "de grátis!")
O carroceiro, que provavelmente não sabia ler, chegou até a soltar as rédeas do seu sofrido condutor para tentar decifrar aquele enigma junto com o seu co-piloto.

O motorista de ônibus buzinou sem parar, elogiando a iniciativa (será que pensou que éramos uma ong?), enquanto os passageiros se esgueiravam pela janela para capturar mais uma gentileza.

Até o carro forte blindado desamarrou a sua carranca de "caveirão" e aderiu à proposta! Ficou bonitão e sorridente!

O policial civil, embora não deixando escapar sequer uma expressão sentimental do canto do seu bigode, aceitou a gentileza e guardou-a para utilizar em um momento mais oportuno, quem sabe... (seria bem legal se ele colasse no painel da viatura e lesse aquilo toda a vez que recebesse uma notícia pelo rádio da polícia!)

Teve até gente que acenou, gritou, pedindo por favor para ganhar uma gentileza!
Vi de perto muito medo, indiferença, exclusão, abandono, individualismo, frieza, solidão... sentimentos compartilhados conosco em troca de uma atitude gentil apenas.
Vi também muita alegria gerada com a identificação e com o reconhecimento dessa proposta, que mesmo simples é complexamente instigante e, acima de tudo, acolhedora.

Levei comigo esse aprendizado, o de que uma das maiores necessidades sensíveis do ser humano, desde o momento da sua concepção e durante toda a sua existência, é ser acolhido gentilmente por aqueles que lhe cercam.

Se esse sentir de acolhimento nos traz segurança afetiva frente à vida ou se nos faz acreditar mais nela, não sei... daí já é uma outra história, afinal admitir que precisamos de ilusões boas para viver é gerar uma grande gentileza para nós mesmos.

Parabéns pela idéia e sucesso para você nesse seu partilhar!

bjs

Débora

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Tereza Mello

Oi Adri
Mais gentilesas pra você.
cheiros Tereza

Bibiana Macedo


Oi Adriana!

Segue em anexo a foto do adesivo do gentileza, colado na janela do meu quarto.

bjos!


Regina Veiga

A sinaleira fecha.
Começa uma avalanche de gentileza, as pessoas são pegas de surpresa.
A gentileza chegou assustando.
- "Fotografa o motoqueiro aqui!" (diz o próprio).
- "Consegue um pra mim também!" (diz um carona)
- "Parabéns, muito legal essa iniciativa de vocês!" (diz uma pedestre).
- "Não, NÃO QUERO!" (diz um motorista fechando o vidro do seu carro).
Todos nós estávamos muito envolvidos com tanta gentileza. E ela ia sendo dada a todos, sem escolher a quem, como um presente. O difícil era parar.
- "Os meus acabaram. Quem tem aí pra me dar?"
Acabaram os adesivos. Foi uma hora de overdose de gentileza. Para nós, chegou ao fim. Mas ela, a gentileza, ganhou vida própria, ou melhor, VIDAS. E seguiu em várias direções.

Maria Ester Fontoura

Adri,
não sou muito boa em escrever. Mas a sensação que eu tive foi que a grande maioria das pessoas que receberam os adesivos, gostava daquele gesto de carinho. E as pessoas que estavam entregando, faziam esta entrega com este carinho que alguns, "sensíveis" percibiam.
Pois gentileza é sempre bem-vinda.
beijos
Maria Esteeer

Lara Sosa Dias

Muitas pessoas se fecham no dia-a-dia e se defendem do que vem de fora numa postura indiferente. Mtos nem olhavam pro lado, mto menos abriam a janela..isso pode-se dizer q foi a maioria.Mas tb teve aquelas pessoas q com uma conversa já se abriam e mostravam interesse, davam um sorriso ou pelo menos não se mostravam tão indiferentes.E uma pequena minoria era simpática logo de entrada e achava legal a idéia.Gostei de participar da intervenção..achei produtivo ver as reações das pessoas e tb em entender q nosso mundo atual esta assim. Cada um na sua, individualista e preso na sua bolha, com medo. Nem sempre estamos abertos ao próximo..mas a intervenção foi boa pra rever estes conceitos e nos aproximar, pelo menos um pouco, uns dos outros.
grande bjo!
Lara

Caroline Bauer

Oi, Adriana!
Bem, desculpa a demora em enviar meu relato, mas também estava super envolvida com a redação da tese.
Em primeiro lugar, queria te contar que minha participação foi completamente inesperada da minha parte, em todos os sentidos. O convite partiu do Cristiano Scotta, não lembro exatamente as palavras dele, mas ele já havia me falado sobre teu trabalho e me disse que haveria uma intervenção ao meio-dia de sexta-feira, e me chamou para participar. Mas eu não fazia idéia do que aconteceria. Depois, ao me encontrar com todos vocês na frente do Museu, fiquei um pouco constrangida em participar, pois conhecia pouquíssimas pessoas, e senti-me um pouco intrusa. Aos poucos, esse sentimento foi se dissipando, por uma série de motivos. Eu gosto muito desse contato direto com as pessoas, e foi um pouco disso que me fez escolher a carreira docente. E também militei durante muitos anos no movimento estudantil e, atualmente, junto a organizações de direitos humanos, e já fechamos muitas sinaleiras, ruas, e fizemos protestos por aí para reivindicar muitas coisas que parecer ter sido esquecidas. E gostei muito, demais, de participar da atividade por causa disso: da recuperação desse sentimento de solidariedade, de doação, de proporcionar sorrisso e desacomodações. Desacomodações no sentido de romper o cotidiano dessas pessoas, e não somente pela entrega do adesivo, mas por fazer com que elas se lembrasses do ocorrido, partilhassem isso com suas famílias, e isso fosse uma memória sempre ativada a partir do momento em que olhassem o adesivo. Para mim, foi uma experiência riquíssima, um contágio de felicidade. Eu gosto muito desse ato de desprendimento, de poder ofertar algo para as outras pessoas, e o fato de ser um singelo adesivo escrito "gentileza gera gentileza", uma necessidade desse novo século, me deixou ainda mais feliz. Fora que a atividade proporcinou-me estar em contato com pessoas maravilhosas, espíritos felizes, que irradiavam isso nas brincadeiras, nas situações criadas, nas falas, etc.
Acredito que o fato que me pareceu mais curioso foi quando entreguei um adesivo para uma viatura policial. Achei bastante significativo no sentido de que temos uma história de violência imbricada na sociedade brasileira, de forma que se conformou um autoritarismo que hoje é dado como natural, e se traduz em expressões como "... e tem que matar, mesmo". Gentileza não custa nada, como foi demonstrado naquela sexta-feira, e é bom ofertar e receber!

Fora isso, Adriana, queria te agradecer, novamente e imensamente a oportunidade de participar dessa atividade. Me fez um bem enorme. E fico muito feliz de poder contribuir para teu trabalho, também. Tu me pareces uma pessoa maravilhosa, e irradias isso todo o tempo.

Um beijo e um forte abraço!
Conta sempre comigo para mais e mais gentileza.
Estou levando um dos teus adesivos para Barcelona, aonde morarei a partir de julho do ano que vem.
Sei que talvez esse prazo não coincida com teu trabalho, mas estarás ao lado de Gaudí e pertinho do Dalí.
Mais uma vez, um abração!
Carol

Mima Gomes

Sobre o adesivo gentileza....tive uma surpresa ao ir no protocolo da Fepam hoje de manhã e encontrar o adesivo num computador de uma atendente, virado para o lado do público....tive que sorrir, pois pra mim foi realmente inusitado encontrar ali... e em anexo te mando a foto do lugar onde coloquei o adesivo que me destes em Curitiba: na bombona de água do IQA, para todos os nossos colaboradores não esquecerem que gentileza gera gentileza....
bjs
mima

Fernanda Barroso

O dia de distribuir Gentileza.

Fui sem muita expectativa, nem do que ia acontencer, nem do que ia fazer de fato.

Achei que ia só observar a movimentação e acabei participando ativamente. Meio sem jeito, meio sem saber direito como proceder, como abordar as pessoas. Sorriso no rosto e adesivo na mão e foi assim. Distribuindo gentileza para os motoristas (e passageiros), às vezes, para quem passava também.

Diferente participar de uma ação artística fora de um espaço de galeria. Ali era a rua, a rotina, o dia-a-dia. O trabalho da Adri foi abraçado pelo contexto físico, pela empolagação de cada um que vestiu a camisa e participou da distribuição e por quem recebia o adesivo. Talvez, muitos que receberam sequer desconfiam que tudo aquilo era parte de uma ação artística. Talvez, naquele momento, fizesse mais sentido pensar em alguma campanha de cunho social. Pouco importa! O trabalho seguiu em frente, de artista para público, de público participativo para público em trânsito, sem mistério e sem barreira. A mensagem foi adiante, de mão para mão.
Gentil e muito alegremente, fui parte disso!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Adriana Dorfman

Oi Adriana
Coloquei uma foto pro blog. É o lado do meu armário no colégio.
Abração!
Adriana

Mariana Wertheimer

Experiência Gentileza

Tenho um grande fascínio pelas experiências novas e distribuir adesivos na sinaleira, em plena rua Oswaldo Aranha, foi muito bom para mim. Quanto mais velha vou ficando mais difícil é de ter contato com o novo, quando isto acontece parece que viajo um pouco no tempo e lembro da juventude onde tudo era descoberta. Gostei muito e para completar, a energia de sermos muitos e, todos fazendo o mesmo fortificou a experiência.

Estávamos todos dando, distribuindo um adesivo que tinha escrito Gentileza, era como se estivéssemos dando gentileza. Naquele momento o trabalho da Adriana Daccache se expandiu mais ainda e passou a ser de todos que estávamos lá distribuindo.
Depois do primeiro momento de colocar a camiseta e experimentar a sensação do momento novo comecei a perceber a reação e as emoções de quem estava distribuindo junto e dos motoristas que recebiam. As pessoas que distribuíam, fotografavam e seguravam a faixa estavam todas contentes e unidas compactuadas com o mesmo objetivo. Sempre que nos entreolhávamos trocávamos sorrisos, durante os pequenos períodos, quando a sinaleira estava aberta, se trocavam rapidamente as experiências foi como um “laboratório” de reações humanas.

Mais do que ajudar uma amiga ou conhecida, estavam todos ali para tentar dizer coisa a muitos desconhecidos –“Gentileza Gera Gentileza”, ou - Vamos tentar fazer um mundo melhor?

Por último e talvez a coisa mais importante, foi o contato com os motoristas aos quais distribuíamos os adesivos. Tinham as mais diferentes reações. Umas pessoas super simpáticas, que me deixavam extremamente contente, outras, agressivas que me deixavam incomodada, chateada, ou mesmo com raiva. Achei impressionante, muitos não queriam aceitar, pois estavam imaginando que íamos pedir algo. Coloquei-me no lado dos motoristas fiquei imaginando se não ficaria também, muito cabreira. Afinal o que mais tem em sinaleiras são pessoas pedindo...
Bom, não fiquei muito tempo, mas no final me senti cansada e com fome, cheia de vontade de comer uma boa refeição descansadamente.

sábado, 1 de novembro de 2008

Gwoene e sua visão de gentileza









































































































































































































































































Jener Gomes

Oi Adriana,Eis aqui mais outras fotos, em recantos do Instituto de Artes: Na sala 71, um exemplar. Estou pensando se o lugar precisa de MUITOS...Depois, na sala do pessoal da limpeza, e lá encontrei um tamanho GG! Que legal! Foi uma série limitada e exclusivíssima?Eu vi no álbum da Gwoene no Orkut as fotos da ação de ontem, adorei, lamentei novamente não estar lá. Se fizerem novamente me avisem, hein!Um beijo!Jener





Farrah Longaray Franco

Olá ;D




vi vocês hoje ali na sinaleira da UFRGS e tirei algumas fotos com o adesivo ;como faço pra enviar para o site?bacana o projeto, parabéns #Dbom final de semana...Abraços!










Dia D!

"O vento que sopra de sudeste mantém as temperaturas amenas, principalmente no leste gaúcho. Em Porto Alegre, a mínima será de 11ºC e a máxima não passará dos 23 ºC"
http://zerohora.clicrbs.com.br.

Queridos...
É com muita alegria que conto como as coisas aconteceram entre ontem e hoje, dia em que fizemos a ação do "gentileza gera gentileza" no semáforo da Av. Oswaldo Aranha com a Av. Paulo Gama.

Foi sensacional!

Saí do Instituto de Artes depois da aula e fui caminhando até o portão do museu da UFRGS encontrar os gentiletes. Meu estômago tinha borboletas e pirilampos voando em disparada! Risos. Era bem assim, uma mistura de corrida e vôos rápidos, rasantes. Suava frio. Estava tensa. Era quase meio-dia e havia apenas duas pessoas.

O Rodrigo tentava me acalmar, mas tudo era em vão. As borboletas continuavam loucas. As pessoas não vem? Eu me perguntava.

Os meninos e as meninas foram chegando aos poucos, entusiasmados com o que poderia acontecer por ali. Eu não sabia ao certo, pois, nunca havia feito nada em uma escala tão grande. Poderia dar certo ou não.

Conheci uma amiga do Cristiano Scotta, a Carol Bauer, que decidiu participar conosco. Aquela menina trazia um sorriso no rosto que me acalmou. Não sei dizer o porque, mas foi assim.

Aos poucos fomos nos organizando, as camisetas e os adesivos foram sendo distribuídos e cada um foi indo em direção à calçada.

Minha instrução de comando: sorrir.

Saí em disparada para distribuir os adesivos e mostrar aos que tinham medo como era simples sorrir. Apenas sorrir e oferecer uma pequena gentileza. Quando percebi, todos distribuíam os adesivos com bastante alegria.

Foi neste momento que resolvi parar e olhar de longe, de fora. Aquelas pessoas todas, que se dividiam entre alunos e amigos de longa data, estavam imbuídos de um sentimento único: o do espírito de gentileza. Todos se ajudavam controlando os três minutos do semáforo fechado – “Cuidado... Vai abrir!” -, dividindo alguns adesivos seus com o outro que havia distribuído mais, enfim, de fato cuidando e zelando pelo outro, mesmo sem conhecê-lo.

Naquele momento me lembrei da primeira vez que distribuí o adesivo, em 2002. Lembrei do que senti quando a primeira pessoa o pegou. Mas agora não era igual porque não dependia mais de mim. Me senti muito feliz, muito bem, achando que de fato um mundo melhor se concretizaria se praticássemos mais ações como aquela.

Aconteceu um pouco de tudo... "Olha o cara da carroça!", “Olha o carro forte: ele abriu a janelinha!", "O cara do caminhão, corre, ele quer mais!", "Que movimento é esse?", “O cara da carroça.. Lê para ele.”, e por aí afora.

Todos, literalmente, vestimos e suamos a camiseta.

Alguns de nós almoçamos juntos e depois voltamos ao Instituto. Mais tarde, quando cheguei em casa, parei para pensar em como tudo havia ocorrido. Chorei bastante. Chorei porque me dei conta de que nunca, nunca mesmo, senti algo assim. Cheguei a conclusão de que isso era a tal da felicidade, de verdade. Fiquei um tempo zonza, sem saber o que dizer. Fiquei quieta porque o silêncio era mais bonito que qualquer palavra. Segui chorando por quase uma hora.

Hoje, muito feliz, e sem chorar, quero agradecer ao grupo que trabalhou realmente unido, não por meu trabalho, mas por um trabalho realmente coletivo. Agradeço muitíssimo a participação de cada um que contribuiu como soube ou como pôde.


Rodrigo Núñez (corrida, distribuição das camisetas, fotos, amor)
Regina Veiga (fotos e perseguição)
Claudia Paim (vídeo e buzina holandesa)
Maria Ester Fontoura (adesivos, apoio emocional)
Caroline Bauer (adesivos, faixa e sorriso divino)
Cristiano Scotta (adesivos e faixa)
Roberto Chedid (adesivos e faixa)
Cláu Paranhos (adesivos e faixa)
Thiago Esser (trapalhadas, adesivos e faixa)
Rodrigo Chaves (adesivos e faixa)
Gustavo Rigon (adesivos)
Carmen Pucci (adesivos e depoimentos pessoais)
Luísa Berger (adesivos e faixa)
Giovana Leal (adesivos)
Glenda Soares (adesivos)
Fernanda Barroso (adesivos)
Mariana Maier (adesivos)
Mariana Wertheimer (adesivos)
Mariana Konrad (adesivos)
Lara Sosa Dias (adesivos)
Débora Fleck (adesivos e fotos)
Denise Monassa (adesivos)
Gwoene (adesivos e fotos)
Sergio Lulkin (palhaçadas na faixa de segurança e palavras de gentileza)

Logo postarei fotos vindas de toda gente.
Mais uma vez, muitíssimo grata.
Adriana













































































































Oi Adri!

Desculpa a demora, é que estou sem computador...

Por que esse lugar?

Bom... eu tenho alguns vícios na vida e um deles era reclamar do meu computador, afinal ele é velho não tem internet não roda alguns programas e iiii...! viu já estou reclamando de novo. Então resolvi fazer as pazes com ele, afinal é nele que digito meus trabalhos da faculdade e agora também meu projeto de graduação. É aquela história "pior sem ele", por isso colei o adesivo do Gentileza, pra sempre me lembrar que o copo está meio cheio e que Gentileza Gera Gentileza!
beijos :)
Sheila

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Jener

Pois é! Eis as primeiras: A que eu mais gostei é a primeira, na Redenção, no dia do meu aniversário, 31/08. Um dos lugares mais inusitados e curiosos onde encontrar o adesivo!
Depois, no cano/canudo de desenho do Guto, junto com sua namorada Ju, no IA, no dia 02/09. Agora sairei para a Pinacoteca, outra hora eu envio mais das minhas gentis descobertas.
Um beijão.
Jener






Eduardo Xavier

Oi Adri,

O blog tá mto legal! Meu adesivo está bem abaixo do olho mágico da porta da minha casa, do lado de dentro. Olho todo dia pra ele, tanto que nem me dou conta, e de vez enquando me pego "notando" a mensagem de novo.
Beijos,
E.

ps: a foto tá ruinzinha pq tirei com a câmera do celular...

Fernanda Barroso

Oi Adri!
Eu escolhi colar o adesivo no quadro de avisos do meu prédio, porque achei que a síndica tinha que ler! Mas, durou apenas uma semana e ele foi sumariamente arrancado do quadro.
Não tenho máquina digital, então não tenho fotos pra te mandar.
Beijos
Fe

Laura Castilhos

Adriana!
Escolhi como peça da casa a cozinha, que é onde toda a família se encontra, e onde flui mais papos. Achei que o lugar onde todos olhariam seria geladeira. Dito é feito. Cada abrir de geladeira é um olhar de gentileza.
bjo
Laura
obs: A fotografa da casa é a Alice: já pedi mil vezes prá ela, vou pedir de novo!

Sabrina Riffel

Adri querida!
Ainda não colei o meu adesivo...
Penso em colar na minha casa...para sempre poder me lembrar de ti e de tudo que me ensinaste!
Sei que pode parecer um tanto egoísta...mas é o que eu queria!
Vou rezar para que as outras pessoas colem em lugares que outras pessoas possam ver e assim as despertem para a vida e toda a sua beleza...bondade...e gentileza!!!
Mas ainda não colei pois estou para me mudar...mudar de apê..de móveis...de vida...ir morar com o meu namorado...então estou esperando.......
Sinto não fazer parte desse projeto...mas quem sabe de um próximo!
Um beijo apertado com carinho,
Sabrina Riffel

Carusto e Silmara











Rodrigo Marquez

Oi Adriana.
Ai estão o local que colei seu adesivo. Colei na parte de cima do computador por que é um local que passo boa parte da minha noite e dos finais de semana, ultimanente escrevendo algo para pós ou fazendo produção e diviulgação cultural.E muitas vezes quando estou trabalhando há situações onde o stress e a incompreensão do meu interlocutor do outro lado do msn, ou por e-mail ou ao telefone, me faz pensar duas vezes antes de dar uma resposta grosseira ou me alterar na raiva. Dae leio os dizeres do adesivo. É um bom calmante e alarme..
Era Isso.
Abraços e boa semana.
Rodrigo Marquez

Carlos Weisheimer

oi adri
escolhi dentro do meu guarda roupaporq todos dias ants de sair sou ogrigado a olhar pra ele e me lembrar deste ótimo conselho!
valeu!
bju e qandu der mando a foto. agora tnhu pressa.
bju
Carlos Weisheimer

Olá querida, demorei pois não conseguia enquadrar o adesivo direito, mas com a solicitação de dizer o lugar, ficou mais fácil. 'Minha casa é casa de italiano, é casa de vó e é casa de tia solteira: 'Eu'.Sempre tem lugar para mais um(a) irmão(ã), um genro ou nora, um(a) sobrinho(a), um(a) neto(a), mais um gatinho, mais um cachorrinho, mais uma tartaruga, mais um monte de peixinhos...Também não falta lugar para amigos, conhecidos e companheiros de quem for chegar, é só chegar, chegando. Na minha casa, o que mais se tenta ter é felicidade, mesmo que o pão tenha que ser dividido.Na entrada da minha casa tem um portão vermelho com dourado e preto, para entrar é preciso abrir o protão, a porta, e passar pelos protetores: Sagrado coração de Jesus, Sagrado coração de Maria (foto 1), o São Miguel Arcanjo e o poeta Gentileza. (foto 2).Penso que para quem entra em minha casa é importante que também esteja protegido e que tenha a certeza que também gostamos de gentileza. Gostamos de sorrisos, carinhos, abraços e gentilezas'. Adorei o exercício de escrita do lugar do adesivo, mando anexo a 'Nossa Senhora do Barro' que está em meu quarto, numa parede pintada por mim com giz de cera e toda colorida.Bjs.Mariângela Felippe


Conceição Daccache

Oi, Mio...

Colei na máquina de lavar roupa para me lembrar sempre (pois sou eu quem usa a máquina) que GENTILEZA GERA GENTILEZA.
No meu armário de livros em meu quarto para que sempre se lembrem (os fuçadores) que GENTILEZA GERA GENTILEZA.
NO CARRO NO VIRO TRASEIRO PARA QUE OS MOTORISTAS QUE ESTIVEREM ATRÁS PERCEBAM QUE GENTILEZA GERA GENTILEZA
Na porta de entrada do ateliê de A. A. para que todos que lá estiverem saibam que GENTILEZA GERA GENTILEZA.
No caixa do ônibus para que todos saibam que GENTILEZA GERA GENTILEZA.
No porta luvas do carro para que todos que sentarem ali não esqueçam que GENTILEZA GERA GENTILEZA.
E em outros lugares que não me lembro agora de imediato para que todas as pessoas que souberem ler não se esqueçam que sendo gentil com alguém, alguém será gentil com ele, INDUBITABELMENTE.
beijos te amo
tuo

Teca e Rica (Família Fontoura)





















Renata M. Camargo

Adriana,
Desculpa por não ter mandado as fotos ainda, é que uma câmera digital é necessária para eu poder fazer isso. Porém, posso dizer que coloquei nas minhas duas pastas uma que, antes, transitava por aí e a outra que, agora, estou usando. Escolhi as pastas, porque acredito que assim a mensagem pode ser vista por várias pessoas, em vários locais que ando, como ônibus que vão da Zona Norte de Porto Alegre para o centro, os que vão do Centro de POA para Cachoeirinha, os que vão da Assis Brasil para lá, os que vão para Viamão e os locais que ando a pé com a minha pasta na mão. Bom, espero que a pergunta esteja respondida, o que posso dizer é que a sua mensagem está sendo espalhada por todos os lugares.
Beijos.
Renata M. Camargo

Gislaine Canosa

Adri querida

Segue as fotos de onde coloquei os adesivos que ganhei. Um na minha pasta arquivo de material de artes (recortes, artigos, reportagens, xerox, folders de assuntos de artes) o outro coloquei na agenda que utilizo no curso de extensão na FACED (Niete) de educação para Paz. Ambos foram escolhidos porque para mim , Arte e Educação para Paz so tem sentido quando a criatividade envolve gentileza !
Beijos
Gislaine Canosa








Ana Maria Cardoso

Oi Drika!!
Coloquei este adesivo aí!
Porque encontrei uma certa harmonia no conjunto!!!!
Bjkas!!!

Ana Cardodo

Alexandre Nicolodi

Aaaaeeeeeeeeeeeeee!!!!!

Finalmente to te mandando as fotos!!!!
Quadro de lembretes - Pq é sempre bom lembrar das coisas fundamentais da vida, como essa. Principalmente num mundo doido como esse em que vivemos.
Atelier- O lugar que mais fico e o lugar em que mais me fecho. Serve pra lembrar a mim e a quem estiver junto da importância de uma frase tão simples mas que por vezes se trona difícil e complicada.
E ainda ao lado do adesivo da Janete em contraponto.Bjos!!

Alexandre

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Primeiro grupo de Gentiletes

Método ocidental: Carla Binfaré, Rúbia Pezzini, eu e Mariana Ramos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Adalberto Porto Alegre

Agradeço mil vezes ao Adalberto Porto Alegre que, muito gererosamente, além de doar algumas camisetas, ainda fez um precinho bem camarada pela serigrafia.
Valeu, Adalberto!

Carla Binfaré

Acredito desde criança na força do Santo Antonio e as palavras também merecem um olhar especial e essa com certeza vale a pena ser lida todos os dias...
e como preciso ler com óculos a caixa dos mesmos me acompanha em diversos lugares...
beijos saudosos Carla














Dri

os lugares escolhidos:

Em frente ao Santo Antonio, santo que acredito e quando olho sinto a força dele e das palavras do profeta, claro lembro de ti também que já faz parte da minha vida porque se tornou uma pessoa importante, uma amiga que eu sei que posso contar e que me traz. generosidade, luz e conhecimento.

Outro lugar ´´e na minha caixa de guardar os óculos, pq está sempre dentro da minha bolsa e me acompanha todos os dias e que ao ler a frase medá uma tranquilidade e me faz lembrar que atos de gentileza são necessários para um bom dia.

Beijos, Carla

Obs: meu filhote pegou o adeseivo na frente do santinho e colou no seu computador...
Acho que incoscientemente esse adesivo mexe com as pessoas...
Então preciso repor na frente do meu santinho tá

depois te envio a foto desse ato

Carla Binfaré - uma Gentilete

oi, Dri

Fiquei pensando muito tempo sobre o que eu irira dizer em relação ao ato de doar na faculdade....
Antes de acontecer pensei muito sobre as palavras e o poder das mesmas e acredito que GENTILEZA GERA GENTILEZA.

No dia em que nos reunimos para distribuir os adesivos foi um dia muito especial, pois tudo aconteceu tão rápido, mas deu tempo de pensar e muito a respeito de tudo.

Segurar a faixa foi muito tranquilo, mas no momento em que começamos a distribuir os adesivos as reações foram as mais diversas. Algumas pessoas pegavam o adesivo e sorriam, dizendo já conheço, outras passavam reto com um certo ar de desprezo, talvez nem se dando conta de que era algo interessante e que não custava nada pegar e olhar. Como as pessoas não olham o que está acontecendo em seu entorno!

Algumas pensavam que era uma propaganda ou algum santinho político.

Em contra partida as pessoas que ganhavam e eu falava a palavra ficavam com um sorriso no rosto e isso foi muito forte a troca que aconteceu. Acredito que esse ato de doar algo pelo ato de doar é de uma grandeza e de uma generosidade que só experimentando para saber como é.

Pensar sobre as imagens e o que elas nos provocam é o que move e faz com que mude algo dentro da gente, mas olhar e pensar mesmo.

Valeu a parceria e a experiência de compartilhar um pouco da tua arte.
Beijos com carinho da Carla

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Inês Marocco

oi coloquei o adesivo "gentileza gera gentileza" na porta do meu gabinete do dad, no 2° andar,
bjs
Inês A Marocco

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Adreson




Shana Gomes

Oi Adriana!

Pensei em colar o teu adesivo num lugar onde a gentileza seja algo que falta pras pessoas...
Analisando minha rotina, vários lugares me passaram pela cabeça, mas penso que o ônibus nosso de cada dia
é um lugar crucial para gestos de gentileza, na maioria das vezes eles são o que mais faltam nas pessoas...

E sei lá, pode ser bobagem, mas assim que colei e tirei umas fotos ouvi uns "por favor" "com licença..." :)

Uma das fotos mostra bem o adesivo, a outra quase não aparece, mas é só pra mostrar o contexto...

beijos, parabéns pela iniciativa.

Shana Gomes.

Gustavo Saporiti Sehnem




Maria Salete Melo




Marcia Braga e Miguel Cabral








terça-feira, 21 de outubro de 2008

José Fernando Falcão

Quase ía me esquecendo... Após ter colocado o adesivo no para-choque comecei a notar que o comportamento das pessoas ao volante mudou. Isto é, em relação a mim, pois antes eu notava uma certa agressividade no trânsito, e agora noto uma certa distenção no relacionamento das pessoas no trânsito. Digo com certeza: GENTILEZA - GERA - GENTILEZA. Um abraço.

José Fernando

Mariana Ramos - uma Gentilete

Gentilezear


Adri, querida, aqui vão algumas palavras sobre nossa "GentilezAção"


Ao idealizarmos a GentilezAção, ocorrida no último dia 06 de outubro, a primeira que realizaste em conjunto, fiquei sem saber muito o que nos esperava, pois nunca havia feito este trabalho e nunca tinha te visto fazê-lo também, apenas o conhecia.

Não tinha idéia de como chegar nas pessoas, o que precisava ser dito - se é que precisava - enfim, só sabia o que devia fazer. Aos poucos fui percebendo que basta realmente a gentileza e a entrega, a doação.

No início abordava as pessoas com um sorriso e dizia olhando nos olhos "uma gentileza", aos poucos, fui vendo que as palavras se faziam desnecessárias, mas o sorriso era essencial, pois ninguém doa nada a ninguem de cara fechada. Doação pressupõe entrega, e entrega significa estar inteiro, desejando estar realmente fazendo aquilo que se propõe.

Nos dias de hoje, no mundo agitado em que vivemos onde as pessoas estão sempre correndo, atrasadas, irritadas, muitas delas não estão acostumadas a aceitar uma gentileza. Ao abordar uma pessoa, que sequer te olha nos olhos e apenas devolve uma indiferença, é como se devêssemos sentir culpa por sermos gentis. Mas, ao abordar uma pessoa com um sorriso e uma gentileza e receber de volta um outro sorriso e um olhar agradecido, a coisa muda de figura. A doação se completa. Na verdade deixa de ser apenas uma doação e passa a ser uma troca. Uma troca como a que fazemos com as pessoas que nos são queridas, ao chegarmos em algum lugar e não precisar dizer nada, apenas saber que somos bem-vindos pelo olhar que nos recebe.

Com carinho, Mari, uma gentilete

Maria Tomaselli


Mariana Ramos




Geórgia Rosito

Adriana,
Estou te mandando as fotos dos adesivos que tenho aqui em casa. Qualquer coisa pode me ligar.
Beijo.
Geórgia.

Letícia Bertagna

Oi Adriana, desculpa a demora, mas aí está a minha colaboração :]um beijão. Letícia

Edú Vicente

A agenda foi escolhida para portar o adesivo. Para um provecto uma agenda deixa ser um mero caderno de compromissos e passa a ser seu breviário, até mesmo seu relicário. É nela que está contida a parte do seu ofício ritual diário obrigatório - é nela que está registrada a sua memória auxiliar - é nela que estão guardadas sua história e muitas relíquias. É, portanto, instrumento de porte obrigatório.
Edú Vicente


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Ana Zavadil em Criciúma




Felipe Gaspar

Rubia Pezzini - uma Gentilete

GENTILEZA GERA GENTILEZA

Minha querida Adriana Daccache!

Hoje estou de feriado de manhã pelo dia do professor. Enquanto a roupa se lava na máquina, resolvi não somente lhe parabenizar mas escrever algumas palavras - e não “folhas” - sobre a nossa intervenção da aula da Paola. Devo lhe explicar o tardar de tal ato pelo simples fato de que pensar e rebuscar palavras que façam sentido já não é fácil, quando muito quando estas serão lidas por tão nobre celebridade da arte, da inteligência, criatividade e amabilidade que é você.

Posso lhe dizer que foi uma experiência muito interessante, não somente pelo ato de compartilhar a idéia de que ser gentil é bom e saudável e pelo fato de você ter essa atitude espera que o retorno seja o mesmo. Mas de ter a oportunidade de “invadir” a vida ou o percurso da vida que esta pessoa está realizando naquele momento. É o imprevisível, o inusitado que faz com que você se revele como pessoa, tanto para quem entrega como para quem recebe o adesivo. Então algumas respostas diferentes de outras acontecem.

Algumas pessoas receberam o adesivo, gentileza gera gentileza, com alegria e curiosidade, outras querem além desse, mais um para dar a alguma pessoa que não está ali, mas que de alguma forma se fez presente, pois foi lembrada pela pessoa que adquiriu tal adesivo. Outras, por talvez acharem que era propaganda política, nem olhavam e seguiam com caras amarradas. Mas são reações momentâneas, que de alguma forma vai mexer com o sujeito. Estas reações poderão levar a uma mudança de atitude lá na frente, é uma rede que se concretiza e se faz presente na vida de todos nós como se fosse uma corrente do bem, de ter atitudes benevolentes quem sabe?

Espero ter contribuído com a minha presença na distribuição desses adesivos não somente nessa rede, mas de poder ajudar o alargamento destas idéias e atitudes de generosidade e gentilezidade.

Um grande abraço
Rubia

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008 14:46 hs

Crachá de trabalho


Mariane Rotter no Aplicação


Colégio de Aplicação - UFRGS

Foi ontem o Colóquio de Estudos Urbanos da Região Metropolitana de Porto Alegre - CEU-RMPA, uma atividade voltada à aproximação entre o bacharelado, a licenciatura e o ensino das questões urbanas na cidade.


Foi ontem também um dia muito especial: fui ao Colégio de Aplicação conversar com 90 alunos sobre meu trabalho dentro da proposta do CEU-RMPA.


Não me lembro de ter experiências com adolescentes e confesso aqui que estava um pouco temerosa. Pura bobagem. Foi muito bacana. Eles ouviram o que eu tinha para dizer, lógico que uns mais atentos que outros, mais tudo fluiu de maneira natural. Estavam loucos pelos adesivos. Vários alunos colaram na hora e uns pediram mais que um.


Para essa pequena ação contei com o auxílio de Cláudia Zanatta e Rodrigo Núñez. Aliás, gracias sempre, Cláudia! Gracias para toto o sempre, Rodrigo!


Hoje, no começo da tarde, mandei um email para Adriana Dorfman, a coordenadora do projeto:


Adriana (Dorfman)..
Eu sempre me sinto agradecida verdadeiramente. Não sei como foi para vocês, mas para mim, marinheira de primeira viagem com os adolecentes, foi fantástico.
Reparei que alguns meninos, provável influência de grafiteiros, tinham em seus cadernos colados alguns outros adesivos. Fiz até uma foto e logo estará no blog.

Enfim, sou parceira sempre!
E mais uma vez, grata pelo dia de ontem!
Beijo.
Adriana (Daccache)

Adriana Dorfman

Eu no interior do Colégio de Aplicação

Cristina Bergmann

Lindo!Lindo!Lindo!!!
Estive com vc aqui em criciúma...Me emocionei muuuito ao vê-la gerando gentilezas... Um encanto vc e seu gesto de amor...Pois só o amor liberta! Não é mesmo?
Lembro que na exposição vc ofereceu a uma menina q respondeu de maneira desagradável e vc 'gentilmente' repetiu o gesto...infelizmente ela não entendeu...mas aquele momento foi marcante pra mim...
Qdo vc se aproximou logo identifiquei a caligrafia de Gentileza e vc percebeu. Foi mágico... Emocionada pedi vários e vc vibrou...a energia do momento foi muito, muito especial...Alguém tirou uma foto...não lembro quem foi...pena. Num gesto de amor distribuí aos meus melhores amigos e contei como os conseguí. Todos adoraram... mandarei as fotos com legendas (pessoas e locais que colaram...).
PArabéns! Fiquei arrepiada com a faixa...lindaaa!!!
Até mais!Cris Bergmann
14 de Outubro de 2008 12:08

domingo, 12 de outubro de 2008

Feira ecológica da Getúlio, no sábado pela manhã.




Ontem fui ao bate-papo no Studiu Clio: Ironia em Machado.

Passei o final da tarde costurando um pequeno saco de pano com a gentileza carimbada. Dentro, pequenos regalos para Márcia Tiburi.

Adorei estar por lá, rever Maria e Cyllene, ver Márcia e ouvir um pouco de Machado.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Gentileza na Faced - RS

Ontem, 06 de outubro, fiz a primeira apresentação em grupo. Carla Binfaré, Mariana Ramos, Rubia Pezzini e eu distribuímos gentileza por toda a Faced. Algumas poucas pessoas não quiseram os adesivos, outras quiseram vários!
Meninas, eu só tenho a agradecer pela colaboração generosa de vocês!







!












































quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Rodrigo Chaves

Oi, Adri,
demorei um pouco pq eu não tenho câmera fotográfica, então tive que aproveitar que peguei uma emprestada para tirar foto do meu "gentileza gera gentileza".
Tô mandando ela meio grande pq não sei se vais querer imprimir essas fotos depois.
Eu levo a Gentileza da Adri aonde eu for tocar guitarra. :)
bjão
Rodrigo Chaves

quarta-feira, 1 de outubro de 2008




Amigos, colegas e interessados..


É com alegria que convidamos todos a apreciarem, pelos saguões do prédio da FACED e pátio do Campus Centro, as intervenções criadas para a disciplina Plásticas, pictóricas, gráficas, visuais do curso Pedagogia da Arte.

As performances irão acontecer na próxima segunda-feira, dia 6 de outubro, a partir das 18h até aproximadamente 21h 30 min.

Os trabalhos visuais já estão acontecendo e ocuparão o espaço até o término do curso.


Atenciosamente,
Profa. Paola Zordan e turma da primeira edição da Especialização

Adesivos: das 18:15 às 18:45 hs ou "até o final do estoque!"

Leonardo Guelman

Brasil: Tempo de Gentileza.

Leonardo Guelman.

Niterói: EDUFE, 2000.

Gentileza, Gentilezas e Gentilezear!

Gentileza: substantivo feminino na língua corrente, assumido e apreendido em sua impessoalidade metafísica pelo Profeta de um tempo sempre presente.
Leonardo Guelman


José Datrino ou o Profeta Gentileza encontrou em seu próprio destino o sinal de uma mudança individual e coletiva.
Esse pregador, mais que simplesmente pregar a gentileza, soube vivê-la e assumi-la como objetivo de vida. Como disse Leonardo Boff, “a ética só se mostra concretamente a partir de figuras exemplares que a vivenciam e lhe servem de modelo.”(2000). Gentileza foi pura gentileza.
A gentileza coloca-se como um desafio constante em tempos como os de hoje, onde a velocidade da vida é brutal, onde os desencontros são diários, onde as perdas são constantes.
O aprendizado torna-se ensinamento para o outro.
A gentileza é afetividade. Ela opôs-se ao favor, assim como o obrigado ao agradecido.
Aqui, então, tomo como base um adesivo com um dos escritos do Profeta: . Este vinil produz um processo de epifania, soa como uma revelação: deve-se parar e prestar atenção, seja num ponto de ônibus, numa esquina, seja na escola.
Cada indivíduo que recebe as palavras de gentileza se percebe mergulhado num mundo de signos e significações, passa a ver o mundo e a si mesmo de outra maneira esquecendo toda a confusão dos tempos de hoje.


Parto da idéia pré-existente da distribuição dos adesivos gentileza gera gentileza, antes realizado individualmente, e agora pensado para um coletivo.
Experienciar esta partilha e dela ter a certeza de olhar nos olhos e ter algo em troca, algo para refletir, para levar e depois partilhar novamente, como se diz por ai, não tem preço.
Como não conheço o outro, trabalho com o improviso; afinal, ele tem a opção de poder/querer dizer sim ou não a essa nova experiência. E experienciar significa provar, significa permitir que algo nos aconteça, que algo nos passe, nos toque, como disse Larrosa.
Procurarei trabalhar esse encontro respeitando a essência, a abertura (o espaço) que cada indivíduo me oferece estreitando e misturando essa boa relação. Essa formação atuará de maneira direta, ativa, mas não incisiva.
Um dos meus grandes desafios nesse momento será justamente essa intervenção no cotidiano de cada indivíduo fazendo ou possibilitando um enredo com começo, meio e fim entre nós e o espectador, seja ele ativo e ou passivo. Quero o olhar curioso, diverso, repleto de possibilidades.
Anseio com a distribuição dos adesivos conhecer o olhar do outro e permitir ser conhecida através do meu.
Motivos para este trabalho não me faltam. Motivos sobram aos montes.
E como disse Mariana, uma das gentiletes, o bom é gentilezear!

Tânia Zara

Querida Adriana,
Costumo usar o adesivo, na minha agenda e algumas vezes, ao tratar com gente grosseira, tiro a agenda da bolsa e abro de maneira que a capa fique bem visivel para o mal educado que está na minha frente. Muitas vezes a fera se acalma.
Por duas vezes andei num táxi, que tinha o teu adesivo grudado no porta luvas. Perguntei ao motorista como ele tinha conseguido, ele disse que tinha ganho no Fórum Mundial, e que fazia parte da obra de um artista muito famoso do Rio de Janeiro.
Um beijo. Tânia Zara

Rubia Pezzini

Minha querida amiga!
Tu és especial e uma maravilha de gentileza. Eu colokei o adesivo de gentileza na pia da minha cozinha com outros adesivos que para mim são escolhidos, refletidos e sentidos antes de irem para este local. É a cozinha o local onde é especial, é onde me alimento não só o corpo mas a alma, mas é antropofágico tudo o que diz respeito a esse lugar, na literal tb.
Beijos
Rubia Pezzini

Marina Polidoro


Tudo bem?
Deve estar sendo emocionante receber esses retornos!
Demorei um pouquinho, mas aí vai: a geladeira aqui de casa.

Abraço,
Marina.


Nico Giuliano

Desculpa a demora em atender teu pedido. Mas aqui vão as imagens do adesivo "gentileza" que está no atelier de cerâmica e escultura do Curso de Artes Visuais da ULBRA - Canoas. as fotos não estão grande coisa, pois foram feitas com celular. Se precisares imagens melhores me avisa que eu fotografo com uma câmera melhor. Um beijo,
Nico








Maria de Lourdes Reis

Adriana, tudo bem?

Estou enviando mais duas fotos. Uma está fixada no mural do Stúdio Global Pilates.
Diversas pessoas já olharam e comentaram sobre o significado.
A outra coloquei na grade da porta de casa. Não só minha família como os visitantes e vizinhos tem oportunidade de ler.
E lendo, escrevi:

"Gentileza gera gentileza,
que gera tranquilidade, paz;
acorda sentimentos,
liga neurônios,
provoca reações ou silêncio.
Gentileza
Gera.
Gentileza
Instiga.
Gentileza
Abraça
Gentileza."

MLourdes


Adriana,

A primeira foto enviada foi do adesivo colocado próximo ao local onde trabalho. Queria que ficasse perto de mim, talvez seja uma idéia que me acompanha, que gosto de olhar como se olha com afeto para a foto de alguém querido.
Quando pediste a foto me dei conta da importância em repartir com os outros também. Então recebí mais adesivos, distribuí alguns e coloquei os restantes em locais onde outras pessoas também pudessem olhar, ler e...talvez refletir. Quando enviei as fotos destes locais também escreví algo a respeito.
Solicitei às pessoas que receberam os adesivos para que enviassem as fotos para ti e, se quisessem, alguma mensagem também.

Beijo MLourdes

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tarson Núñez

Um dos maiores colecionadores dos adesivos do Gentileza...
Tarson possibilitou uma verdadeira viagem ao redor do mundo!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dalton Lahirihoy


Peço que deixem seus comentários,
suas experiências e
também as fotos com os adesivos!

Tereza Mello




quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Livia Perrone



terça-feira, 23 de setembro de 2008

Blanca Brites - vernissage no Studio Clio


Mairy Sarmanho - DeuSol


Adriana, como vc é gentil, mesmo sem ter recebido a plaquinha, me apropriei da plaquinha alheia e fiz uma montagem virtual com a plaquinha virtual... está em anexo. espero que gostes. bjs.

Paola Zordan





domingo, 21 de setembro de 2008

Luis Saguar















http://www.flickr.com/photos/saguar


Sandra Menezes